Redes sociais ajudam cientistas a mapear manchas de óleo no litoral brasileiro

Notícia publicada em 07/04/2026

Estudo demonstrou que o Instagram é uma fonte de dados de baixo custo e eficaz para o monitoramento em tempo real de derramamentos de petróleo. A pesquisa estabeleceu, pela primeira vez, um protocolo científico padronizado para busca, filtragem e georreferenciamento de observações de óleo a partir de redes sociais

O Instagram pode ser uma ferramenta científica eficaz e de baixo custo para o monitoramento em tempo real de derramamentos de petróleo na costa brasileira. É o que revela pesquisa do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR) publicada na segunda (30) na revista Ocean and Coastal Research.

O estudo estabeleceu, de forma inédita, um protocolo sistemático para busca, filtragem e georreferenciamento de observações postadas na rede social, comprovando que o conteúdo gerado espontaneamente pelos usuários pode complementar os sistemas de vigilância ambiental tradicionais.

O estudo destaca como a ciência cidadã passiva — ou seja, o aproveitamento de informações compartilhadas espontaneamente pelo público — pode ser um caminho eficaz para resolver problemas concretos. Ao transformar cidadãos comuns em “sensores humanos”, pesquisadores conseguem cobrir lacunas de informação em áreas vastas ou em eventos cujos registros oficiais são escassos ou inexistentes. Essa abordagem oferece uma ampla cobertura espacial e temporal com baixo custo de coleta, sendo particularmente útil para a detecção rápida de desastres ambientais e para o planejamento de ações de limpeza e mitigação de danos.

Neste sentido, o grupo de pesquisa desenvolve atualmente um novo projeto que utiliza inteligência artificial e aprendizado de máquina para monitorar ecossistemas marinhos a partir de dados de redes sociais e notícias online. O foco agora é o aparecimento da caravela-portuguesa (Physalia physalis) no litoral brasileiro, correlacionando os registros de avistamentos feitos por usuários com dados meteorológicos, como os padrões de ventos.

“Assim como no caso do petróleo, entender a dinâmica desses organismos, que representam um risco à saúde dos banhistas, é fundamental para aprimorar estratégias de monitoramento e prevenir acidentes nas praias brasileiras”, conclui Lorena Nascimento.

Por Redação, da Agência Bori

 

Compartilhe!

Receba as novidades do SESCAP-PR

    Siga-nos no Instagram

    Clique aqui e veja nosso perfil
    Seja um associado | SESCAP-PR

    Seja um associado

    Torne-se um associado do SESCAP-PR
    e aproveite inúmeros benefícios e serviços.

    Quero ser um associado