Todos os dias, milhares de toneladas de resíduos são descartadas no Brasil. O que pouca gente vê é que, junto com esse volume, forma-se um líquido escuro e altamente poluente: o chorume. Resultado da decomposição do lixo, ele contém substâncias tóxicas capazes de contaminar o solo, rios e até o lençol freático, especialmente em locais onde não há tratamento adequado, como lixões ainda existentes no país.
Nos aterros sanitários, o chorume é controlado por sistemas de impermeabilização, drenagem e tratamento. Já nos lixões, ele se infiltra livremente no solo, ampliando riscos ambientais e à saúde pública. A contaminação pode reduzir o oxigênio da água, provocar a morte de organismos aquáticos e comprometer o abastecimento humano. Além disso, o contato com essas substâncias pode causar doenças como diarreias, gastroenterites e até afetar os sistemas endócrino e nervoso.
O desafio é ainda maior porque o chorume continua sendo gerado por décadas, mesmo após o encerramento de aterros e lixões. No Brasil, a situação se agrava: estima-se a existência de cerca de 3 mil lixões ativos, o que evidencia a dificuldade em avançar na destinação adequada de resíduos, apesar das diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
A geração de chorume está diretamente ligada ao volume e à forma como o lixo é produzido e descartado. Ou seja, há uma relação direta entre consumo, gestão de resíduos e impacto ambiental invisível.
Dentro da proposta da campanha Sescap-PR + Verde, pequenas mudanças na rotina podem contribuir significativamente para reduzir esses impactos:
Sustentabilidade não começa no aterro. Começa nas escolhas do dia a dia.
E é a partir dessas decisões que se constrói um futuro com menos impacto e mais responsabilidade.
Fonte: Um Só Planeta
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